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domingo, julho 21, 2013

New York Post publica matéria sobre começo da carreira de Gaga

A primeira tentativa de fama de Lady Gaga não aconteceu exatamente como planejada. Marcada para se apresentar no Lollapalooza de 2007, ela performou de dia bem cedo. Sua DJ, Lady Starlight, presenciou um grande retorno, e a multidão passou grande parte do show de Gaga gritando para o palco.
Além disso, elas estavam usando mesas trêmulas pra seus toca-discos, então toda vez que Gaga se mexia, o disco era trocado. A vergonha continuou fora do palco, um policial de bicicleta a deu uma multa por “vestir shorts muito curtos”.

Finalmente, escreve seu amigo Brendan Jay Sullivan, teve um fã que a reconheceu:
“Essa garota me viu nos bastidores,” disse Gaga, “e gritou, Amy, Amy! Eu te amo”
Levando na esportiva o fato da garota ter a confundido com Amy Winehouse, Gaga respondeu com um olhar feroz e com seu falso sotaque britânico, gritou “Oi! Cai fora!”

Mesmo assim, Sullivan podia ver que Gaga tinha amado até mesmo o falso reconhecimento.
“Eu ri porque Gaga ainda via isso como uma chance de performar,” ele escreveu, “pelo jeito que ela se contorcia no seu banco no bar, eu podia ver que ela teve a emoção de ter uma fã.”
Como a grande estrela que Lady Gaga é, - ela foi recentemente colocada na 2ª posição da lista das celebridades mais poderosas do mundo da Forbes, atrás apenas da Oprah- não faz tanto tempo que ela clamava por uma simples chance de cantar num bar de Lower East Side.

Enquanto Gaga volta aos holofotes com seu novo álbum, “ARTPOP”, que será lançado no outono, Sullivan, seu amigo de longa data e ex DJ, já escreveu um tocante livro de memórias, “Rivington Was Ours: Lady Gaga, the Lower East Side, and the Prime of Our Lives” que relembra a época de Gaga em Lower East Side. Estrelato e riqueza ainda tiveram que substituir um apartamento acabado na Stanton Street e a emoção de tocar piano em Ludlow pela primeira vez.

Quando Sullivan encontrou com Stefani pela primeira vez, ela tinha 20 anos, tinha um acordo de um álbum com a Island Records e estava namorando o baterista de heavy-metal e administrador de bar, chamado Lüc Carl - que Sullivan mostra como desatento e possessivo, muitas vezes determinando com quem ela poderia falar e com quem ela poderia trabalhar, e regularmente a ignorando afim de flertar com qualquer outra jovem bonita que cruzasse seu caminho.

Sullivan e Gaga se tornaram amigos rapidamente, e na noite que ela soube que estaria gravando um álbum, ela, animada, contou a notícia para seu novo amigo, enquanto Carl “estava distraído com um pequeno grupo de garotas bêbadas.”
“A garota parecia um pouco perdida,” escreve Sullivan sobre Germanotta. “Nem mesmo seu próprio namorado tinha tempo pra ela”.
“Ela tinha uma inteligência social nata que a fazia acessível a todo mundo.” Sullivan escreveu. “A genialidade da Gaga estava na habilidade de espelhar todos a sua volta... Se você achasse que ela era um pouco burra, provavelmente foi porque ela pensou que você fosse burro e tentou não comentar nada”.
Gaga também era focada em suas ambições.

Quando a namorada de Sullivan terminou com ele, Gaga implorou para que ele lesse o livro “O Segredo”, tentando persuadi-lo a visualizar sua namorada voltando para ele. Ele diz que Gaga havia visualizado que um dia estava tocando no Madison Square Garden.
“Revire os olhos o quanto quiser”, ela disse, “mas você tem de ter visão sobre o que quer, tem de imaginar na sua cabeça”. “Você espera que eu caiba dentro desse bolo?”
Gaga estava trabalhando para uma performance, em homenagem ao aniversário de um amigo, diferente de qualquer um que ela tinha experimentado, porque ela tinha de sair de um bolo falso – do tamanho de um barril – no Beauty Bar na 14th St.

O barril era pequeno demais para ela, mas Gaga, como um soldado, faria dar certo, apesar do tremor em sua voz quando ela perguntou “vamos mesmo fazer isso?”.
“A questão sobre Gaga é que ela precisava fisicamente de performar, mas ela tinha de performar grandemente”, escreve Sullivan, adicionando mais tarde “essa foi a primeira vez que qualquer pessoa em Manhattan havia visto essa Lady Gaga, a nova artista performática”.
Meia-noite na noite combinada, Sullivan, que era o DJ, cortou a música, trouxe o aniversariante e disse “Sr. Presidente...”. A mão de Gaga saiu do bolo enorme que eles haviam construído e ele gritou “Marilyn Monroe!”. Pulando do bolo para uma plataforma, Gaga cantou “Happy Birthday” com uma gravação de Monroe ao fundo fazendo o mesmo, esmagando a voz da atriz com uma alegria estrondosa. 

“Ela estava radiante na luz dos holofotes da discoteca, seu peito arfando enquanto ela ficou de pé com uma postura de solista perfeita” ele escreve. Sullivan então mudou a música para “Birthday” dos Beatles, e Gaga fez um go-go-dancing incrível, enquanto a plateia colocava gorjetas enormes em sua cinta-liga e ela fez um grande show, se inclinando e fazendo-os encherem seu sutiã de lantejoulas.

Ela terminou a noite dançando no bar com saltos de couro branco a música Summer of 69 de Bryan Adams, “vestindo nada mais que meia-arrastão, calcinha e top”, com sua meia “mal chegando a sua virilha”.

Sullivan caracteriza a noite como um dos primeiros triunfos de Gaga, se apresentando para um bar do centro de New York ao invés de se apresentar para as multidões indiferentes do Lollapalooza.

“Todos no bar tinham os olhos presos nela... Ela tinha um novo espírito dentro de si” ele diz. “Eu esperava que ela nunca mais tocasse a céu-aberto novamente". Gaga tocou Beauty Bar, o piano e mais, se tornando uma fixação no centro da cidade conforme a Island Records a desligou.

Mas se as gravadoras ainda não tinham descoberto seu brilho, os locais sabiam. Em uma apresentação em um bar, Gaga dançou ao lado da banda de seu amigo – e no meio da música, ela “engatinhou de quatro”. A plateia estava amando essa “criatura feroz” engatinhando ao redor dos fios e dos pedais das guitarras antes de pegar o microfone e emitir um grito penetrante como uma “cativeira solitária em um harem”.

Outra vez, sentado em um bar, Sullivan ouviu uma garota falar de Gaga, que vestia uma blusa frente-única, meia-calça e uma série de cintos ao invés de uma calça. Ela disse “normalmente eu pensaria que uma garota vestida daquele jeito fosse uma vagabunda, mas aquela garota estava incrível”.

Quando elogiavam sua falta de roupas, Gaga respondia “obrigada, eu não gosto de vestir roupas”.
“A garota que todos ignorávamos havia se tornado o foco central”, notou Sullivan.

Muitas das primeiras músicas de Gaga – as mesmas que mais tarde a fariam uma popstar – foram inspiradas por essas experiências no Lower East Side, especialmente sua tumultuosa relação com Carl.

A primeira música que ela tocou para Sullivan “começou com uma batida chocante, um sintetizador decadente e um efeito de baixo de trás para frente”. Enquanto tocava, Gaga gritou “eu escrevi essa música para ele!”, explicando que uma vez que Carl parecia ser apenas do heavy metal e não gostava de suas músicas muito cantadas e ao piano, ela performaria com uma música para impressioná-lo, para que pudesse ficar mais próxima dele.

Ela desenhou uma imagem na letra da música, que era fotógrafos a seguindo enquanto ela estava seguindo Carl, o chamando de “Papa” – o que depois ela expandiu para “Paparazzi”, o título da música que mais tarde seria a quarta de seu álbum de estreia a chegar ao topo do Billboard’s Pop Songs.

“Esse é apenas o começo”, Gaga disse a Sullivan naquela noite, depois de tocar para ele várias outras músicas. “Eu não quero ser apenas uma cantora para sempre. Vou ser uma produtora. Vou trazer bandas jovens e ajudá-las a se desenvolverem. Eu serei a madrinha do pop”.

Gaga continuava a tentar consolidar sua imagem, mas nada que fizesse era tão brilhante quanto suas músicas.

Sullivan se lembra do passado. “Uma vez ela andou até onde eu estava silenciosamente, acanhada e mordendo o lábio inferior”. Enquanto ela olhava para baixo, Sullivan viu que “sua juba grossa, preta como um corvo e italiana estava ressecada em sua cabeça” e que “o que normalmente balançava livre e cheio de vida agora estava grudado junto, mechas de tamanhos diferentes como uma peruca”.

“Você está loira”, ele notou com surpresa, dizendo que ela estava incrível, enquanto na verdade achava que ela parecia uma personagem de Golden Girls, com seu cabelo “quebrado em alguns lugares, destroçando seu corte”.

Ela explicou que seu agente queria que ela tivesse um novo look e a disse que ela precisava ser “loira com pele azeitonada”.

“As pessoas de Rivington Street estavam horrorizadas com a mudança”, Sullivan escreve. “As pessoas já falavam de como ela havia se ‘vendido’, que ela havia encontrado um certo ‘emprego’. Preconceito com quem parece ser de fora.”

Enquanto Gaga percebeu que seu cabelo teria de ser refeito, seu “grosso, lustroso e italiano cabelo” havia sido substituído pelo “cabelo meio morto, intoxicado, com jeito de chá gelado adoçado artificialmente que você encontra em beiras de estrada”. Porém ela encontrou uma vantagem nesse novo look. Seu namorado havia amado, uma vez que, disse ela rolando os olhos, “ele gosta de foder uma loira”.

Gaga logo fechou contrato com a Interscope e teve o cabelo feio substituído por um platinado, com Sullivan dizendo que “descolorir a superfície do cabelo dela fez Gaga andar como uma estrela".

Depois ela se mudou para LA, onde sua equipe de marketing se “preocupava constantemente” sobre como eles a venderiam.

“Ela não era da parte alta da cidade o suficiente para fazer hip-hop; ela não era LA o suficiente para fazer R&B”, Sullivan diz. “Ela não era comum demais para o pop ou pop demais para ser comum”.

Depois, eles resolveram isso. Sullivan presta contas detalhadas do começo de Gaga em LA e a produção do primeiro vídeo, “Just Dance”, em que ele tinha uma participação. E ele está lá quando Gaga e Carl finalmente terminam o namoro (embora eles retomem o namoro antes e depois terminam de uma vez por todas). Nervosa com o jeito como Carl a ignora, Gaga o diz –com razão, por sinal- “um dia você não vai conseguir comprar a porra de um café numa loja sem me ver ou ouvir sobre mim”.